Trata-se de unidade de conservação de proteção integral situada no município de Piracicaba , Estado de São Paulo, com área de 76,40 hectares, cujo objetivo é a proteção ao ambiente natural, a realização de pesquisas básicas e aplicadas e o desenvolvimento de programas de educação conservacionistas.
A Estação Ecológica (ESEC) Ibicatú situa-se na região centro-oeste de Piracicaba e apresenta “altitudes entre 540-580m, próxima à linha de interflúvios que dividem as águas destinadas aos rios Piracicaba e Tietê”. O Bioma é Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual).
Segundo a Fundação Florestal “A área possui um patrimônio natural de valor inestimável por possuir uma paisagem cênica impar, representada por majestosos exemplares de jequitibás (Cariniana legalis), remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual do interior do Estado, e outras espécies como a carrapateira (Metrodorea nigra), a laranjeira-do-mato (Actinostemon concolor), o guarantã (Esombeckia leiocarpa) e a peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron). Tem ainda grande importância para a regularização climática, para manutenção dos recursos hídricos, para a estabilidade do solo, para abrigo e alimentação da fauna e como fonte de diversos recursos vegetais da região.
Por ser uma unidade de conservação do grupo de Proteção Integral, tendo sido categorizada como Estação Ecológica, somente são permitidas pesquisas científicas e a visitação pública, via de regra, é proibida, permitindo-se somente quando com objetivos educacionais e de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo, nos termos do art. 9º, §2º da Lei Federal nº 9.985/00 (SNUC).”
Já em estudo publicado pelo Instituto Florestal vê-se que “O clima da região é mesotérmico úmido com inverno seco (Cwa), segundo a classificação de Köppen, sendo a temperatura média do mês mais quente de 23,9 ºC (janeiro) e a temperatura média do mês mais frio de 16,1 ºC (julho). Os índices de precipitação anual são em torno de 1000 a 1500 mm, com pronunciada estação seca, de 5 a 6 meses, correspondente à estação de inverno, quando a precipitação não ultrapassa 50 mm/mês (Cury, 2001; Ferreira, 2002).” E que a ESEC “Encontra-se na área de contato entre os compartimentos de colinas amplas, onde predominam interflúvios com áreas superiores a 4 km², com topos extensos e aplainados, vertentes com perfis retilíneos a convexos, baixa densidade de drenagem de padrão sub-retangular, vales de abertos a fechado; e, de relevo denominado morrotes alongados e espigões, onde predominam interflúvios sem orientação preferencial, topos angulosos e achatados, vertentes ravinadas com perfis retilíneos, densidade de drenagem de média a alta com padrão dentrítico e vales fechados (Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, 1981).”
Para quem quiser saber mais sobre a vegetação existente na ESEC, recomenda-se a leitura do trabalho elaborado por Costa & Mantovani, cujo link está indicado no campo “Referências”.
A ESEC Ibicatú e sete outras Unidades de Conservação da mesma categoria foram criadas pelo Decreto Estadual nº 26.890, de 12 de Março de 1987, por constituírem “remanescentes florestais representativos no Estado, abrigando acervo de flora e fauna em condições de serem preservadas para que futuras gerações possam desfrutar os benefícios desta paisagem, para fins científicos, culturais e educacionais, além de seus valores como banco de germoplasma”.
Não há informações a respeito, nem mesmo nas páginas mantidas na internet pela Fundação Florestal e pelo Instituto Florestal. Contudo, o documento “A Fundação Florestal e a Estação Ecológica Ibicatú” (link abaixo), no item denominado “Projetos da Fundação Florestal para a U.C no Biênio 2013/2014”, acaba revelando que é tudo ainda muito embrionário na ESEC.
PROJETOS FUNDAÇÃO FLORESTAL PARA A U.C. NO BIÊNIO 2.013/2.014
1. IMPLANTAÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA MÍNIMA, voltada a atender inicialmente ao plano de proteção e fiscalização da unidade de conservação. Reforma da edificação existente em seu interior para servir de apoio à gestão da unidade e abrigar vigilantes e pesquisadores; 2. REALIZAÇÃO DE PARCERIAS com instituições públicas e privadas, voltadas a programas relacionados a pesquisas, proteção e fiscalização da unidade e projetos de educação ambiental; apoio técnico e operacional. 3. ELABORAÇÃO DO PLANO DE MANEJO, que é o instrumento de gestão da unidade de conservação, onde será estabelecido seu zoneamento, os programas de gestão, neles incluído o Programa de Educação Ambiental, e as orientações e restrições de uso do solo na Zona de Amortecimento (entorno) da unidade; 4. CRIAÇÃO DE CONSELHO CONSULTIVO, que auxiliará o órgão gestor da unidade, nas atividades a ela relacionadas.
A Fundação Florestal e a Estação Ecológica Ibicatú
CARACTERIZAÇÃO HIPSOMÉTRICA E CLINIGRÁFICA DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE IBICATU (SP), por Carla M. de ARRUDA, Amanda de Fátima Martin CATARUCCI, Inaya Fukai MODLER e Rui Marconi PFEIFER.
http://www.iflorestal.sp.gov.br/publicacoes/serie_registros/IFSerReg31/253-257.pdf
Dinâmica Sucessional da Floresta Mesófila Semidecídua em Piracicaba (SP), de Costa, L.G.S. & Mantovani, W. - http://www.oecologiaaustralis.org/ojs/index.php/oa/article/download/20/822